D)
DESCRIÇÃO DAS PRINCIPAIS AÇÕES REALIZADAS
Fevereiro
2018
A
partir de reunião entre os associados em 10 de fevereiro 2018 entre
os membros da ITCP/UnB e da CooperCarajas, foram agendadas e
realizadas visitas aos cooperados nos assentamentos onde vivem e
produzem, para explicar os propósitos do projeto e intensificar o
relacionamento Universidade/Sociedade, por meio dessa atividade de
extensão da UnB, com apoio do CNPq e investimentos da Secretaria
Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e
Emprego.
Bolsistas,
apoiadores e pesquisadores da ITCP UnB FUP.
Março
2018
O
segundo mês de atividades do Projeto teve como premissa entender o
processo organizativo atual CooperCarajas, bem como, dar antamento
nas atividades previstas nos planos de trabalho. Assim, realizamos
reuniões com a assessoria contábil da Cooperativa e nova rodada de
diálogo com os dirigentes.
Identificamos
que o processo formal da Cooperativa precisa ser novamente
estabelecido por meio da regularização de documentos fiscais e de
abertura de conta-corrente bancária, para que seja possível
realizar as transações de comercialização, ações que foram
encaminhadas.
Foto
Abril
2018
Outro
ponto identificado no debate com os dirigentes refere-se à
substituição e formalização do Conselho de Administração da
CooperCarajas, para designar os associados com disposição de
fomentar e encaminhar as novas tarefas. Para isso, foi definida a
data de realização de uma Assembleia Geral da Cooperativa, marcada
para o dia 20/05/2018, no Assentamento Cunha.
Com
o encaminhamento da Assembleia, foi possível que nossos bolsistas
estabelecem contato com todos os associados, para ajudar na
convocação e esclarecimento sobre a importância Assembleia.
Foto
bolsistas
Bolsistas
pesquisadores em atividade:
Claiton
Mello: Vínculo às metas 3, 4 e 5.
Principais
atividades:
-
coordenar as reuniões entre ITCP e CooperCarajas;
-
participar das reuniões de campo com os dirigentes e produtores dos assentamentos envolvidos no processo produtivo da CooperCarajas;
-
participar das decisões sociotécnicas para encontrar as soluções de TI para a gestão da CooperCarajas;
-
elaborar relatórios técnicos de acompanhamento do projeto.
Erivan
Cortez: Vínculo às metas 2, 5, 6 e 7.
Principais
atividades:
-
atuar como agente de mobilização pedagógica junto aos jovens e mulheres nos assentamentos vinculados à CooperCarajas;
-
montagem e atualização de cadastro de produtores-associados, pesquisadores-bolsistas, bolsistas e técnicos de apoio, pessoal das redes de apoiadores familiares (consumidores agroecológicos);
-
centralizar e organizar os contatos e agendamentos de eventos entre ITCP e CooperCarajas;
-
encaminhar as necessidades do projeto COOPERCARAJAS junto à administração interna na UnB;
-
auxiliar na interação com corpo docente da UnB com o projeto e suas demandas.
Fabrício
Silva: Vínculo às metas 1, 3 e 5.
Principais
atividades:
-
contribuir no desenvolvimento das páginas institucionais, na internet, da ITCP e da CooperCarajas;
-
desenvolver e construir banco de dados para fortalecimento da gestão da CooperCarajas;
-
dar assistência técnica em ferramentas de gestão de dados e conteúdos de software livre;
-
construir e gerenciar estruturas de comunicações entre ITCP e CooperCarajas.
Ricardo
Neder: Vínculo à meta 6: Desenvolver e implantar um ciclo de
conferências e palestras de convidados brasileiros e estrangeiros
sobre a estrutura da economia solidária no Brasil, no Centro-Oeste,
e no DF, e a necessidade deste tipo de política pública receber
aportes de ensino, pesquisa e extensão tecnocientífica.
Principal
atividade relacionada ao Objetivo Específico 6:
Fomentar
a estruturação da ITCP TecSol da UnB a fim de convertê-la em um
espaço institucional maduro e avançado de intercâmbio com colegas
e unidades de ensino, pesquisas e ações direcionadas a educação e
gestão de política científica e tecnológica, em associação com
a formação científica de estudantes sob um novo formato de
pesquisa ação com demandas sociais por C&T.
Claudinei
Silva: Vínculo às metas 3, 4 e 5.
Principais
atividades:
-
colaborar com o processo de certificação agroecológica dos produtores associados à CooperCarajas;
-
contribuir no levantamento de informações sobre a produção para melhoria da gestão de comercialização;
-
organizar os encontros com os cooperados nos assentamentos e a incubadora para consolidação da certificação agroecológica.
Vicente
Almeida: Vínculo às metas 3, 4 e 5.
Principais
atividades:
-
realizar diagnóstico sobre o processo produtivo agroecológico dos produtores associados à CooperCarajas;
-
documentar as informações sobre a produção para gerar melhoria da gestão de comercialização;
-
organizar os encontros com os cooperados nos assentamentos e a incubadora para consolidação do diagnóstico sobre a produção agroecológica.
Ainda
em Maio, as ações do Projeto tiveram como dinâmica a articulação
com outras iniciativas da economia solidária e o apoio para a
realização da assembleia da CooperCarajas. Foi estabelecido o
diálogo com dirigentes do Centro de Economia Solidária do DF, ação
que ocorre em parceria com o Governo Distrito Federal. O encontro com
seus coordenadores (Marcelo e Synara) possibilitou prever a
realização conjunta de um seminário sobre economia solidária e
tecnologia social. A perspectiva será a de realizar (em dezembro de
2018 ou janeiro 2019) um evento que envolva empreendimentos
econômicos e solidários Centro-Oeste, com ênfase nos
empreendimentos do DF. Essa atividade está relacionada à meta 6
deste Projeto.
Importante
espaço de diálogo foi a participação de membros do projeto, em 16
de maio, no encontro promovido pela União Nacional das Organizações
Cooperativas e Solidárias (Unicopas). O evento
teve o objetivo de homenagear o Professor Paul Singer, e promover o
lançamento da plataforma “POR UM BRASIL COOPERATIVO E SOLIDÁRIO”,
que apresenta as principais pautas da Economia Solidária para a
elaboração de projetos de Lei e para o desenvolvimento de programas
e políticas públicas de fomento ao Cooperativismo e Associativismo
nacional.
Foto
encontro Paul Singer
Em
maio 2018 a atividade central do projeto foi direcionada para a
realização da Assembleia Geral da Coopercarajas, no dia 20 de maio,
que aconteceu no Assentamento Cunha. A Assembleia contou com a
seguinte ordem do dia:
1.Eleição
de novos membros do Conselho de Administração;
2.Definição
de novo local para a sede da CooperCarajas;
3.
Admissão de novos filiados;
4.
Apresentação de Plano Produtivo e de Comercialização;
5.Apresentação
da parceria do projeto da Incubadora Tecnológica de Cooperativas
Populares da UnB – ITCP/UnB com a CooperCarajas;
6.
Outros assuntos de interesse dos associados.
A
partir da realização da Assembleia foi possível estabelecer com os
produtores uma agenda de visitas nos assentamentos, para aprofundar o
diagnóstico sobre a produção e comercialização e preparar a
certificação de produtores de alimentos orgânicos, para o próximo
período.
Foto
assembleia
Junho
2018
A
partir dos desdobramentos da Assembleia realizada no mês anterior,
em Junho foi iniciada uma primeira rodada de visitas nos
Assentamentos que fazem parte da CooperCarajas. Inicialmente, no dia
13, houve uma reunião no Assentamento Pequeno William, em
Planaltina, DF, para preparar e organizar o dia que seria feito o
diagnóstico de produção e comercialização dos produtores
cooperados.
O
trabalho de diagnóstico foi realizado pelos pesquisadores bolsistas
Vicente e Claudinei, ao longo do mês, junto aos quatro cooperados
produtores, conforme relatório técnico. Em síntese, identificou-se
grande potencial de aumento da produção. No entanto, vários
problemas comuns foram apontados: falta de licença ambiental para
ampliar produção nos lotes; burocracia e falta efetividade do PAA
(produtores perdem a produção pela falta de compromisso do programa
com aquisição seus produtos); as mudas de hortaliças adquiridas
são de qualidade muito instável; problemas com falta de água e
perdas na comercialização que pode chegar em até a 20% (sem venda
e/ou canais de comercialização mais estáveis de confiáveis) alem
de um problema de fundo, a ausência de uma gestão minimamente
autogerida capaz de documentar o processo de produção e de
comercialização além de gerir também a manutenção dos
equipamentos e máquinas do Assentamento.
Em
junho também houve a visita no Assentamento Líder, em Luziânia,
GO, para preparar a atividade de diagnóstico da produção e
comercialização, ação prevista para o mês de Julho. Lá, na área
de Dona Dedirce, foi identificado grande potencial na produção de
mudas, o que poderá servir para o atendimento de todos os
cooperados.
Foto
diagnóstico
Julho
2018
A
partir do trabalho de diagnóstico realizado junto aos assentamentos
e sobre as definições da assembleia da CooperCarajas, realizada em
Maio, a Incubadora, juntamente com os dirigentes da Cooperativa,
trabalharam no sentido de estabelecer o os pontos de comercialização,
para o escoamento da produção agroecológica.
Foram
mapeados pontos possíveis de se estabelecer a primeira Feira
Agroecológica da CooperCarajas. Na ocasião houve a decisão de
iniciar a primeira Feira em parceria com a Administração do
Condomínio Solar da Serra, localizado na região do Lago Sul, em
Brasília. Nesse local, já havia acontecido uma experiência
anterior de fornecimento de cestas semanais, no ano de 2017, mas que
foi descontinuada em função de problemas de logística.
Considerando a existência de um diálogo anterior com os moradores
do Condomínio, foi estabelecida uma comunicação prévia pelas
redes sociais com os moradores, convidando a todos para participarem
da Feira no dia 28 de Julho de 2018, sábado.
Foto
feira Solar
A
Feira teve imediata receptividade e boa aceitação por parte dos
moradores, que deram incentivo para continuidade à Feira, de forma
periódica. Assim, no final da atividade, em reunião com os
agricultores que participaram e trouxeram sua produção e, em
colaboração com a Administração do Condomínio Solar da Serra,
foi estabelecido que seria realizada a Feira no Condomínio em todos
os sábados pelas manhãs.
Agosto
2018
A
partir de agosto, todos os sábados, passou a ser realizada a Feira
Agroecológica no Condomínio Solar da Serra, o que mobilizou um
público de aproximadamente 40 famílias consumidores. Em reunião
entre os cooperados e com a participação de integrantes da
Incubadora, foi definido que 10% do resultado financeiro de cada
feira deverá ser revertido para a CooperCarajas, para que se
constitua um fundo que garanta as despesas de formação e gestão da
Cooperativa.
Foto
reunião
Outra
ação fundamental da Incubadora, que já vinha acontecendo desde o
início do projeto, foi a facilitação para que a CooperCarajas
acessasse o sistema bancário. Foram realizadas reuniões com
contadores, registros de documentos constitutivos da Cooperativa na
Junta Comercial e, finalmente, a abertura de conta-corrente no Banco
Regional de Brasília (BRB). Foram sobre muitas barreiras e entraves
burocráticos que a Incubadora pode colaborar para que a Cooperativa
pudesse superá-las e conseguir alcançar o direito à conta
bancária.
A
Incubadora participou da Segunda Festa Nacional do Baru (Fenabaru),
que aconteceu em Arinos (MG), com o deslocamento do pesquisador
Vicente Almeida.
O
objetivo na participação da Fenabaru foi o de viabilizar o encontro
com técnicos e dirigentes de outras cooperativas, para troca de
experiências e avaliações sobre o negócio do baru e
possibilidades de participação da CooperCarajas. Houve reuniões
com a Coopabase e a CoopSertão, cooperativas que atuam naquela
região de Minas Gerais.
Ainda
no mês de Agosto, a Incubadora contribuiu para articulação de um
segundo ponto de comercialização para a CooperCarajas, em parceria
com o Restaurante Terra Viva, localizado na área comercial da Super
Quadra Norte 202. Foram realizadas reuniões e encaminhada uma carta
de apresentação da CooperCarajas ao estabelecimento comercial que,
posteriormente, aceitou a parceria e cedeu o espaço em frente ao
Restaurante para a realização da Feira Agroecológica da
CooperCarajas.
foto
Setembro
2018
Foi
realizada a segunda assembleia da CooperCarajas, neste ano de 2018,
que foi realizada no dia 9 de Setembro, cuja convocação era a
seguinte: Edital
de convocação de Assembleia Geral da Cooperativa de Produção e
Comercialização Agroecológica Carajás – CooperCarajas. O
Conselho convoca todos os filiados à Cooperativa para participarem
da Assembleia Geral que será realizada no dia 09 de Setembro de
2018, no Assentamento Pequeno William, Planaltina, DF, às 13h30 em
primeira chamada, 14 horas em segunda chamada e, às 14h30 em
terceira chamada, conforme Artigo 25 de seu Estatuto.
A Assembleia contará com a seguinte ordem do dia:
1.
Definição do Plano Produtivo e de Comercialização 2018/2019;
2.
Admissão de novos filiados;
3.
Outros assuntos de interesse dos associados.
Quanto
ao Plano Produtivo e de Comercialização, duas ações importantes
foram fomentadas pela Incubadora para apoiar a CooperCarajas. Uma diz
respeito ao processo de capacitação realizado no Assentamento Mãe
das Conquistas, em Buritis (MG), com os novos cooperados, e a
possibilidade de promover investimentos com recursos do projeto, com
a instalação de duas Cozinhas Escola, uma no Assentamento Pequeno
William e outra no Assentamento Oziel Alves III (ambOS EM Planaltina
DF) junto ao grupo de mulheres que já vinham participando das Feiras
Agroecológicas da CooperCarajas e agora, na Assembleia, firmaram
suas filiações.
Foto
assembleia
Em
continuidade ao fortalecimento do processo de comercialização da
CooperCarajas, a Incubadora continuou o acompanhamento e o incentivo
às Feiras Agroecológicas. A Feira realizada no Condomínio Solar da
Serra continua e está em processo de consolidação. O segundo
espaço de Feira da CooperCarajas, em parceria com o Restaurante
Terra Viva, teve início no dia 27 de Setembro, com a perspectiva de
realização semanal, em todas as quintas-feiras.
Outros
espaços foram prospectados pela Incubadora para a realização de
feiras agroecológicas: a administração do Condomínio Solar de
Brasília, e com a administração do Condomínio Estância Quintas
da Alvorada, ambos localizados na região do Lago Sul, em Brasília.
A realização neste locais depende de efetivarmos parcerias
institucionais, e avançarmos a gestão contábil e registros
administrativos.
Em
setembro, como parte das atividades de fomento a incubadora ITCP
realizou curso de formação sobre Produção e Comercialização
junto aos agricultores do Assentamento Mãe das Conquistas, em
Buritís (MG), ministrado pelos bolsistas pesquisadores e Eng.
Agrônomos Vicente Almeida e Claudinei Silva, e com a participação
do convidado, Sr. Pablo Oliveira.
O
curso aconteceu no domingo, 30 de setembro, conforme deliberado em
assembleia geral da CooperCarajas, realizada no dia 09 de setembro de
2018, destinado aos novos associados da CooperCarajas daquele
assentamento. O objetivo era a consolidação do núcleo produtivo
regional da Cooperativa no Noroeste Mineiro, bem como iniciar um
processo de transição agroecológica das famílias que produzem e
comercializam abóboras e demais produtos da região.
A
atividade contou com a participação de 14 pessoas dentre homens,
mulheres e jovens envolvidas na produção de abóbora japonesa,
milho, feijão, arroz, mandioca, folhosas, leite, baru e ovos. O
curso contou com a colaboração do Sr. Pablo Oliveira, produtor e
comerciante de produtos orgânicos no DF há 14 anos, e que
compartilhou suas experiências como agricultor e comerciante de
produtos orgânicos com os presentes.
Além
dos conhecimentos técnicos repassados em aula, foi realizada uma
visita em dois campos de produção tradicional de abóbora no
assentamento, onde diversas outras informações e detalhes no manejo
das culturas foram discutidos, bem como os procedimentos requeridos
para que as famílias iniciem o processo de conversão agroecológica
da produção de abóbora.
Foto
formação
Outubro
2018
Articulação
cestas
Foto
cestas
Novembro
2018
parceria
cestas
Dezembro
2018
Janeiro
2019
Fevereiro
2019
Assembleia
Edital
de convocação de Assembleia Geral da Cooperativa de Produção e
Comercialização Agroecológica Carajás – CooperCarajas
O
Conselho de Administração da CooperCarajas convoca todos os
filiados à Cooperativa para participarem da Assembleia Geral que
será realizada no dia 10 de Fevereiro de 2019, no Assentamento Oziel
Alves (Pipiripal), Planaltina, DF, às 13h30 em primeira chamada, 14
horas em segunda chamada e, às 14h30 em terceira chamada, conforme
Artigo 25 de seu Estatuto.
A
Assembleia contará com a seguinte ordem do dia:
1.
Eleição do novo Conselho de Administração da CooperCarajas;
2.
Eleição do novo Conselho Fiscal da CooperCarajás;
3.
Novos filiados;
4.
Outros assuntos de interesse dos associados.
Conselho
de Administração da CooperCarajas
Foto
Março
2019
Assembleia
Edital
de convocação de Assembleia Geral Ordinária da Cooperativa de
Produção e Comercialização Agroecológica Carajás –
CooperCarajas
O
Conselho de Administração da CooperCarajas convoca todos os
filiados à Cooperativa para participarem da Assembleia Geral que
será realizada no dia 30 de Março de 2019, na Fazenda Taboquinha,
Condomínio Rural Solar da Serra, Quadra H, Lote 20, Jardim
Botânico-DF, às 13 horas em primeira chamada, 13h30 em segunda
chamada e, às 14 horas em terceira chamada, conforme Artigo 25 de
seu Estatuto.
A
Assembleia contará com a seguinte ordem do dia:
1.
Avaliação do Exercício Social anterior;
2.
Análise do Balanço Anual;
3.
Apreciação do parecer do conselho fiscal;
4.
Destinação das sobras ou rateiro das perdas do ano de 2018;
5.
Análise do Plano de Metas para o novo período;
6.
Outros assuntos de interesse dos associados.
Conselho
de Administração da CooperCarajas
Abril
2019
Foi
realizado o Encontro de Economia Solidária do DF e Entorno,
articulado pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da
Universidade de Brasília (ITCP/UnB/FUP), em parceria com o Fórum de
Economia Solidária do DF e Entorno (FESDFE) e o Centro de Estudos e
Assessoria (CEA). O objetivo foi a busca de consensos e entendimentos
para as ações conjuntas nas diversas frentes da EcoSol no DF e
Entorno, bem como, para o fortalecimento da Política Nacional e do
DF de EcoSol, em aliança com entidades e organizações sociais
militantes do campo popular.
Foto
Maio
2019
Elaboração
do Relatório Técnico Final.
E)
I) ARTICULAÇÃO COM OUTROS PROJETOS/ POLÍTICAS PÚBLICAS/
MOVIMENTOS E PARCERIAS
-
FIOCRUZ/Fundação Oswaldo Cruz: apoio para busca de fomentos oficinais junto ao programa Economia Solidária do BNDES - Cooperação de produção e comercialização. Participou de projeto de agrobiodiversidade Itália/Brasil (2006-2007), produção agroecológica e apoio a ações integradas de saúde, alimentação e soberania alimentar dos cooperados da COOPERCARAJAS.
-
GDF/Governo do Distrito Federal/Administração do Plano Piloto: cooperação de logística, por meio de licenciamento de espaços para comercialização dos produtos agroecológicos.
-
Concrab/Confederação de Cooperativas da Reforma Agrária do Brasil: Cooperação técnica por meio dos polos de irradiação do manejo da agrobiodiversidade implantados por intermédio do Projeto Manejo Sustentável da Agrobiodiversidade dos Biomas Cerrado e Caatinga. A Concrab neste projeto auxiliará na implementação e consolidação da cooperativa.
-
Rede de Sementes Bionatur/Sementes agroecológicas: é uma organização de agricultores assentados da reforma agrária e produtores de sementes de diversas espécies em sistemas de produção agroecológica. São cultivares de polinização aberta, viabilizando sua reprodução por outros agricultores. A Bionatur será um importante parceiro na transição agroecológica na produção dos assentados cooperados à CooperCarajas.
-
Condomínio Estância Quinta da Alvorada: parceria para a realização de feiras agroecológicas semanais, atividade que se mantém;
-
Condomínio Solar da Serra: parceria para a realização de feiras agroecológicas semanais, atividade qu se mantém;
-
Restaurante Terra Viva: parceria para a realização de feiras agroecológicas semanais, atividade que iniciou, mas não prosperou;
-
Condomínio Solar de Brasília: parceria para a realização de feiras agroecológicas semanais, atividade ainda não iniciada;
-
Mercado Sul Taguatinga: ponto de entrega das cestas agroecológicas;
-
Sindicato dos Bancários de Brasília: ponto de entrega das cestas agroecológicas;
F)
ANÁLISE DO PROJETO
Um
olhar sobre a interação entre a Universidade-ITCP/UnB e a CooperCarajas
A
ITCP da Universidade de Brasília, Campus Planaltina, (ITCP/UnB/FUP)
tem buscado realizar sua atuação com base nessa outra visão
cognitiva e reforçando a política e a ação CTS. Dentre os
trabalhos desenvolvidos pela Incubadora, destaca-se o projeto de
apoio ao fortalecimento institucional à Cooperativa de Produção e
Comercialização Agroecológica Carajás (CooperCarajas). Trata-se
de uma cooperativa formada por agricultores familiares, assentados da
reforma agrária e vinculados aos Movimento dos Trabalhadores sem
Terra (MST), participantes de assentamentos no Distrito Federal e
Entorno.
A
CooperCarajas representa na prática a antítese da tecnologia
convencional capitalista e se afirma como promotora da tecnologia
social: sua formação social é composta por agricultores familiares
pobres, excluídos e periféricos; a base da produção é
agroecológica, sem uso de veneno ou fertilizantes químicos; a
organização social é construída em bases democráticas, com a
participação de todos e decisões coletivas. Pode-se constatar uma
força expressiva dessa cooperativa e de seus cooperados, na medida
em que, praticamente, todos os seus movimentos são o de remar contra
a maré capitalista e excludente.
A
primeira interação da Incubadora com a CooperCarajas aconteceu em
2013, quando pode contar com os recursos financeiros da Chamada
Pública de apoio à formação e institucionalização de novas
incubadoras tecnológicas de economia solidária, realizada pelos
órgãos públicos Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ministério do trabalho e Emprego, Secretaria
Nacional de Economia Solidária (MTE/SENAES) e Ministério da Ciência
Tecnologia e Inovação, Secretaria de Ciência e Inclusão Social
(MCTI/SECIS). Esse primeiro processo possibilitou promover a
formalização da cooperativa, a partir da associação de produtores
que existia à época, com a emissão do CNPJ da CooperCarajas e
fortalecimento social do grupo de agricultores familiares
participantes.
Em
2017, com o lançamento do Edital CNPq e Ministério do Trabalho
(Mtb/SENAES), com a
Chamada Pública de Incubadoras de
Empreendimentos Econômicos Solidários, foi possível retomar o
apoio e suporte às articulações antes iniciadas pela
CooperCarajas, mas que por falta de recursos de todas as ordens,
ficaram paradas. Iniciativas como a elaboração e execução de
feiras agroecológicas, organização, pela cooperativa, do processo
e gestão produtiva nos assentamentos, organização fiscal e
documental para promover a comercialização, entre outras
atividades, puderam ser retomadas.
A
partir dos recursos financeiros liberados para o projeto aprovado
nesse segundo Edital, no valor de R$ 100,000,00, sendo 35% para
investimentos, 15% para gastos correntes, e 50% para bolsas de
estudantes e pesquisadores, deu-se início às atividades de
reorganização e articulação social, em Março de 2018.
Em Maio,
com 23 filiados fundadores e mais cinco novos associados, foi
realizada a assembleia de cooperados, para retomada do funcionamento
da cooperativa. Em Julho, foi estabelecida a primeira feira
agroecológica da CooperCarajas, em parceria com a administração de
um condomínio, em Brasília.
De
lá para cá, a CooperCarajas pode regularizar toda sua documentação
e abrir conta bancária, para registrar sua movimentação financeira
e regularidade fiscal. Ainda, com a intermediação da ITCP, novas
frentes de feiras têm sido proporcionadas, como também, pela
articulação e envolvimento dos dirigentes da cooperativa, outras
frentes de comercialização estão sendo abertas, inclusive na
participação de editais para comercialização da produção dos
assentamentos participantes.
A
cada assembleia realizada, novas adesões de assentados à
CooperCarajas tem acontecido. Atualmente, a cooperativa conta com 60
filiados, representando nove assentamentos produtivos da reforma
agrária, sendo que a maior parte dos filiados possuem o Documento de
Aptidão ao Pronaf (DAP), documento fundamental para os negócios do
agricultor familiar. Em assembleia, a atuação produtiva da
cooperativa foi dividida por regionais, visando ao planejamento e
distribuição da produção em cada território, para facilitar o
escoamento e comercialização dos assentamentos rurais.
Outra
frente de comercialização da CooperCarajas são as Cestas
Agroecológicas Camponesas. Atualmente, existem três pontos de
distribuição, em Brasília, envolvendo mais de 70 famílias que
pagam mensalmente um valor fixo e recebem semanalmente uma cesta de
produtos agroecológicos.
Pode-se
constatar, até agora, que o trabalho de interação técnica e
social da ITCP junto à CooperCarajas, nessa segunda fase que ainda
não completou um ano, apresenta resultados satisfatórios,
considerando a aposta dos agricultores familiares na CooperCarajas,
por meio da ampliação de filiados, bem como, dos resultados
financeiros dos processos de comercialização realizados até então.
Em seis meses de fluxo financeiro da cooperativa, observou-se um
faturamento nominal de, aproximadamente, R$ 80.000,00, resultado
muito positivo, tendo em vista as condições e dificuldades
operacionais iniciais.
ACANT/CARAJAS:
uma ferramenta necessária
Para
atender uma demanda objetiva da cooperativa, o projeto previu a Meta
3: Desenvolver instrumentos de gestão, planejamento e controle da
produção, beneficiamento e comercialização da produção da
cooperativa CoopCarajas.
Desde
a década de 1990, busca-se desenvolver uma solução tecnológica
para gestão da produção dos assentamentos, e uma delas foi criada
como um plano de contas para o agricultor, disponível em computador,
chamada Acant, onde o agricultor podia registrar as entradas e saídas
financeiras, as vendas e os gastos com a produção. Essa solução
foi utilizada por alguns assentamentos rurais, porém, pela sua
relativa complexidade, foi descontinuada ou pouco utilizada.
Realizamos
o levantamento de diversas ferramentas tecnológicas prontas e
disponíveis, com custos mensais de manutenção a serem arcados pela
cooperativa, o que seria inviável no momento inicial de instalação
da CooperCarajas.
A
partir disso, retomamos a utilização do Acant como possibilidade de
gerar informação e promover a gestão dos negócios cooperativos.
No primeiro momento, como teste, selecionamos alguns produtores do
Assentamento Pequeno William para realizar os registro das vendas. Os
registros eram digitados por um bolsista dentro do sistema base do
Acant.
Esse
movimento de utilização do Acant, agora com melhorias e facilidades
de digitação, foi realizada a parceria com o coletivo
LabDadosBrasil, formado por experientes em Tecnologia da Informação
e vinculados aos movimentos sociais e políticos de Brasília.
Após
alguns meses de coleta de dados desses agricultores selecionados, a
base de dados foi migrada para a nova plataforma Acant/Carajas, que
utiliza o sistema de inteligência de negócio (BI), com a ferramenta
de tratamento de dados chamado Pentharo, softwere livre e gratuito,
utilizado por diversas organizações em todo o mundo.
A
partir da entrada de dados, que pode ser inclusive por acesso de
celular conectado à internet, o BI possibilita a emissão de
diversos relatórios e visões. Por exemplo, é possível emitir um
relatório de todos os negócios por agricultor, dentro de datas
previamente difinidas. Também é possível ver relatórios por
Núcleos de Produção, somando os diversos produtores daquela
região, até ver toda a movimentação da cooperativa.
Dessa
forma, o Acant/Carajas é uma ferramenta estratégica de gestão e de
informação para a CooperCarajas, porque vai possibilitar o
planejamento da produção, definir os melhores pontos para
comercialização e entender o fluxo de demandas dos alimentos
agroecológicos.
O
desafio colocado nessa fase final do projeto é fazer com que o
sistema de gestão seja entendido e assimilado por todos os
cooperados, para que todos utilizem a ferramenta fazendo os seus
lançamentos diários.
O
modelo encontrado foi o de facilitar o processo de inserção de
dados. A ideia foi ter um “caderninho de anotações” eletrônico,
para que nenhuma informação seja perdida.
Encontro
da Economia Solidária do DF e Entorno
O
Encontro aconteceu no dia 27 de Abril de 2019, no Centro Público de
Economia Solidária (CPES) - SCN Quadra 1, em Brasília, e contou com
a participação de 44 pessoas de diversos empreendimentos econômicos
e solidários. O objetivo foi o de articular as principais frentes de
desenvolvimento da Economia Solidária local, para preparar as
atividades e enfrentar os desafios do próximo ano, com o cenário
dos novos governos federal e distrital, para promover o Território
articulado, com gestão social, fazendo negócios cooperativos entre
os EES. Essa atividade tem relação com a Meta 6 deste Projeto, com
o intuito de desenvolver e implantar um ciclo de conferências e
palestras sobre a estrutura da economia solidária no Brasil, no
Centro-Oeste, e no DF, e a necessidade deste tipo de política
pública receber aportes de ensino, pesquisa e extensão
tecnocientífica
O
chamado ao Encontro foi dirigido a dirigentes de cooperativas,
associações e grupos de EcoSol do DF e Entorno, ativistas,
pesquisadores e assessores de organizações que militam sobre o tema
do desenvolvimento produtivo e ambiental, com inclusão social.
A
Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP UnB FUP)
organizou o Encontro em parceria com o Centro de Estudos e Assessoria
(CEA) e o Fórum de Economia Solidária do DF e Entorno (FESDFE).
No
debate, foram apresentados dados sobre o aumento de desemprego no DF
(19%) e no país (13%) e diminuição da carteira assinada. É uma
realidade para a qual devemos olhar pois gera uma demanda para que a
economia solidária possa colaborar. Em maio acontecerá o V
Congresso da Rede de ITCPs no Rio de Janeiro/ RJ. O campo de
desemprego será objeto de debate e construção de propostas.
Além
disso, foi considerado importante analisar o legado sobre o trabalho
no país. Hoje a população em idade ativa do país – entre 15 a
65 anos (PIA) está na faixa de 170 milhões de pessoas, enquanto a
população economicamente ativa (PEA) é de 100 milhões. Importante
a análise destes números para articular a economia solidária junto
à faixa de população que está à margem, mais de 70 milhões. O
governo tem cortado recursos que poderiam gerar trabalho. Encontramos
muitas pessoas na informalidade e organizando empreendimentos
solidários. O desafio é de organização deste público.
Analisou-se
que há um movimento das organizações nacionais ligadas ao
agronegócio (ex. CNA) de se apropriarem do acumulado de construções
da política pública da agricultura familiar. O selo da agricultura
familiar está sendo substituído por outro chamado AgroArte. O MAPA
hoje certifica a agricultura familiar. A avaliação é de que
pessoas acampadas não terão acesso a reforma agrária ou políticas
públicas da agricultura familiar. A máquina do agronegócio está
dando um verniz social para o trabalho deles. Há lideranças se
iludindo com o diálogo com a direita.
Houve
uma perda na economia solidária quando ao longo do tempo, no seu
debate, concentrou na própria pauta perdendo a oportunidade de
diálogo e articulação com “outras economias” que debatem
também a transformação social e econômica da sociedade. No Centro
Público tem os dois pontos de convivência das Comunidades que
Sustentam a Agricultura (CSA) Gaspar Martins e Paulo Freire. O CSA
tem por base a economia associativa e agroecologia. O diálogo
articulado entre todas as economias que propõe a transformação do
atual sistema é importante e imprescindível neste momento.
A
realidade de alguns agricultores e da agricultura familiar em
assentamentos e projetos de assentamentos é de contato com leis que
“são feitas para prejudicar quem tem menos conhecimento”. A
realidade de muitos grupos é de necessidade de aumentar a renda e
adquirir a infraestrutura para produção. Em Flores de Goiás (GO) a
realidade de algumas comunidades é de falta de água e luz. Quem
está na terra precisa produzir, enfrenta realidade de estar sem
condições, se sai da terra perde o espaço e por outro lado está
com infraestrutura e condições para produzir muito precária. Foi
organizado no município uma feira com 40 famílias agricultoras,
atualmente só tem 25 produtores, os demais deixaram de participar
porque não conseguem produzir. Esta também é a realidade de
comunidades rurais no DF, a exemplo do PA Renascer em Sobradinho.
Os
produtores de Flores de Goiás já conseguiram espaço para vender no
Ceasa do DF, entretanto não tinham como trazer a produção para ser
comercializada. Vivenciam muita frustração. Falam de pesarmos ações
que tenham efetividade prática na realidade destas comunidades.
Em
nível nacional, avaliou-se que há uma negação da política de
trabalho e da economia solidária. No Ministério da Cidadania, na
pasta onde ficou a economia solidária, a secretária de inclusão
produtiva urbana ainda não foi empossada até o momento. Há no
momento dois decretos que colocam o Conselho Nacional de Economia
Solidária no Ministério da Economia e no Ministério da Cidadania.
É importante defender este espaço. Importante acompanhar a
tramitação das leis: LCP 167 - Dispõe sobre a Empresa Simples de
Crédito (ESC) e altera a Lei nº 9.613; PLC 137/2017 - o Projeto de
Lei da Economia Solidária.
Foi
apontado como ação importante pensar na sustentação dos processos
de advocacy e incidência política. É uma ação que demanda tempo
e dinheiro, é preciso ter pessoas que deem suporte e fiquem
disponíveis para este trabalho. No caso do DF a secretaria de
principal referência no diálogo com a política pública de
economia solidária – Secretaria do Trabalho, está recuando suas
ações, o espaço do subsolo onde tem o Centro Público EcoSol DF
foi entregue para Secretaria de Atendimento Comunitário, exigindo
iniciar novamente todo o diálogo.
O
Encontro produziu as seguinte propostas:
1.
Definir estratégias de defesa e instalação do Conselho Nacional de
Economia Solidária. Melhorar o uso das emendas impositivas, fazer
mais uso deste mecanismo para fortalecer os grupos.
2.
Definir ações de sustentabilidade para articular uma rede de
pessoas para trabalhar a incidência para projetos, captação de
emendas, fortalecimento da política pública de economia solidária.
3.
Construir a integração campo-cidade. Levar o debate de como está o
campo para a cidade e vice e versa. Debater estratégias de
resistência em conjunto.
4.
Focar em cinco eixos de ação: trabalhar a produção –
comercialização – consumo de forma integrada; acesso às
tecnologias sociais e inovação; identificação e disseminação
das boas práticas de trabalho; políticas públicas e ampliar o
espectro do debate sobre as economias que propõe a transformação
do mundo.
5.
Identificar quais são as iniciativas de EcoSol, o que estão fazendo
e onde estão. Buscar identificar o que pode ser articulado entre si.
6.
Buscar as organizações de apoio (ongs e universidades) para
ajudarem na assistência técnica, estruturação dos grupos e
incidência na política pública.
7.
Propor ações de sustentabilidade do trabalho de incidência para
projetos, emendas, fortalecer a política pública ecosol.
8.
Incluir os grupos da ecosol na loja virtual (whatssap). Incentivar a
organização de grupos de consumo.
9.
Incentivar espaços de convivência para aproximar a população em
geral. Os grupos de consumo cumprem este objetivo.
10.
Promover o convite para a feira da Lua em Flores de Goiás no dia
08/06/2019 para que o grupo presente conheça a realidade do
município. Foi proposta a organização de uma programação de três
dias com oficina que trabalhe questões referentes aos mecanismos de
acesso às políticas públicas e investimento.
11.
Aproximar os assentamentos dos NEIAS (Núcleos de Agroecologia) das
universidades.
12.
Promover mais espaços de reflexão sobre a realidade.
13.
Propagar atividades conjuntas da economia solidária, a exemplo de
uma feira do DF periódica, que incida na cidade.
14.
Estruturar ações de comunicação e mobilização social.
Como
meio de encaminhar as propostas, foram criados três grupos de
trabalho para coordenar as ações a serem desenvolvidas no próximo
período: GT Comercialização e Consumo, GT Articulação de
Políticas Públicas e Parlamentares, e GT de Fortalecimento
Institucional da Economia Solidária.
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